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anos dourados

A década de 1930 e 1940 foi à época da recuperação moral americana após a grande “depressão” de 1929 e o cinema foi utilizado para colaborar nessa recuperação moral e de certa forma econômica dos EUA. Nesse período o cinema falado ganhou força os gêneros cinematográficos se multiplicaram e grande parte dos filmes desse período enfatizava a sociedade com seus bons costumes e valores. O filme que se destaca nessa tentativa de reerguer a moral americana é A Felicidade Não Se Compra (1946) de Frank Capra. Frank Capra que foi o principal diretor no inicio do cinema falado.

Nesse período da recuperação moral americana o cinema hollywoodiano foi denominado de a “Era Dourada” ou “Anos Dourados” por causa dos vários gêneros de filmes que surgiram, das evoluções e por causa dos filmes clássicos que foram produzidos como, O Médico e o Monstro (1931), Drácula (1931), Frankenstein (1931), King Kong (1933), O Magico de Oz (1936), Tempos Modernos (1936), A Branca de Neve (1937) O Vento Levou (1939), No Tempo das Diligências (1939), A Mulher faz o homem (1939), O Morro dos Ventos Uivantes (1939), O Corcunda de Notre Dame (1939), O Grande Ditador(1940), Pinóquio(1940), Relíquia Macabra(1941), Cidadão Kane (1941), Casablanca (1942), Pacto de Sangue (1944), A Bela e a Fera (1946), O Tesouro de Sierra Madre (1948) entre muitos outros.

Desses filmes citados vale ressaltar a importância do filme Cidadão Kane (1941), de Orson Welles, foi graças ao polemico diretor que o cinema sofreu outra inovação primordial para que assim tivéssemos os filmes de hoje em dia da forma como são, foi Welles que aperfeiçoou a narrativa de Griffith em O Nascimento de Uma Nação (1915) e criou assim à narração não linear no cinema (sem ordem cronológica) ele também realizou a profundidade de campo a onde permitia que as câmeras capturassem tanto o primeiro plano da ação como o segundo e o terceiro plano, assim como a captura do fundo e do teto das imagens. anos douradosII

O cheiro da inovação pairava Hollywood passando pelo som, pelos gêneros, pelos roteiros chegando ás cores, já que a Warner Bros. foi à pioneira em relação à implantação do som nas produções cinematográficas a Fox se tornou pioneira ao colocar não com muita qualidade ainda como a de hoje em dia, cores nos filmes com a tecnologia Technicolor que foi implementada no filme Vaidade e Beleza (1935) de Rouben Mamounlian, esse foi o filme mais esperado do ano por causa da inovação que trazia com ele, esse foi apenas o ponta pé inicial dado na indústria cinematográfica, com relação as cores nas películas. E tudo se iniciou no período da “era dourada” ao decorrer do tempo o cinema em cores houve suas evoluções que serão abordadas em outro momento.

Mas o denominado “anos dourados” não foi apenas ouro, houve a sua pirita também que foi o Código Hays, código esse que empunhava censura prévia aos filmes. No inicio dos anos 20 Hollywood era conhecida como é conhecida Las Vegas hoje a “cidade do pecado”, imagem essa que piorou com acusação de estrupo e morte a uma atriz na cidade cinematográfica. O Código Hays veio justo para tentar melhorar a imagem de Hollywood mundo a fora, a onde sua principal ação era o controle moral dos filmes, quem ficou responsável por esse novo segmento para moralizar Hollywood foi Joseph Breen apelidado de “O Hitler de Hollywood“, porém em 1934 o código Hays atingiu seu auge ao bater de frente com Howard Hughes, Breen após assistir previamente o filme Proscrito (1941) escreveu a seguinte critica sobre o filme: “Em mais de dez anos de analista crítico de filmes, eu nunca vi nada tão inaceitável quanto às tomadas do busto da personagem Rio (Jane Russell)”. Na ocasião Breen mandou cortar 37 cenas dos seios da atriz, mas Hughes se negou a modificar a sua obra e mesmo contra a ordem de Breen ele lançou o filme em 1946. Aos poucos a contestações contra o código Hays foi ganhando força e tais regras caíram em desuso, mas somente em 1966 que foi o código foi abolido de vez embora não viesse sendo seguido mais. Dois anos após ser abolido, surgiu um substituto para o código que é a classificação por faixa etária seguida até os dias atuais.

Os anos 40 não fez parte apenas dos anos dourados de Hollywood, não foi somente ás histórias de filmes, pois a própria história participa direta e indiretamente sobre o trabalho cinematográfico da época graças à 2º guerra mundial.  Os filmes que se destacam na época é Rosas da Esperança (1942) e Caminhada Sob o Sol (1945) ambos falavam sobre a guerra que ocorria.

O fim da guerra gerou um movimento de macarthismo que favoreceu a proliferação dos musicas que já eram bem populares, mas ganhou mais força com Sinfonia em Paris (1951) e Cantando na Chuva (1952). anos douradosIII

Assim se terminava a época de ouro de Hollywood com os consagrados musicais, o movimento Noir, as comedias românticas que tem seu lugar na história e na preferência do público.

Paulo Lima

Já conhece a Nossa Sessão Livre ;-D

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